6 thoughts on “Pectoral Antwren (Herpsilochmus pectoralis)”
Olá,
Última avaliação da espécie no Brasil em 2024, foi categorizada como Menos Preocupante (LC).
Justificativa
Herpsilochmus pectoralis é endêmica do Brasil, com distribuição para o Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia, em três populações disjuntas. Embora possa ser pressionada por perda de habitat em alguns locais, a espécie possui ampla distribuição e é razoavelmente numerosa em sua área de ocorrência, não havendo um risco de extinção em futuro próximo. Desta forma, H. pectoralis foi categorizada como Menos Preocupante (LC).
Autoria
Helder Farias Pereira de Araújo; Alexandre Mendes Fernandes; Antonio Emanuel Barreto Alves de Sousa; Angélica Midori Sugieda; Caio Graco Machado Santos; Diego Mendes Lima; Edson Ribeiro Luiz; Erich de Freitas Mariano; Érika Machado Costa Lima; Fabiane Fileto Dias; Fabio de Paiva Nunes; Gabriela Silva Ribeiro Gonçalves; Juan Manuel Ruiz-Esparza Aguilar; Marcos Persio Dantas Santos; Márcio Amorim Efe; Natalia da Mata Luchetti; Rafael Dantas Lima; Thiago Filadelfo Miranda; Túlio Dornas; Weber Andrade de Girão e Silva; Yuri Marinho Valença.
Como citar:
ICMBio, 2026. Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade – SALVE. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Dados não publicados. Acesso em: 19 de jan. de 2026.
Distribuição Global
É endêmica do Brasil, ocorrendo de forma disjunta em pelo menos três regiões: no estado do Maranhão, não ultrapassando a margem direita do rio Parnaíba, nas áreas costeiras do Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas, e depois nos estados de Sergipe e Bahia, sendo a margem direita do rio São Francisco limite norte (Grantsau, 2010; Wikiaves, 2024). Esforços ornitológicos vêm acrescentando um maior número de localidades no Maranhão (Alteff et al., 2018), na Bahia (Jeremoabo, Parque Nacional da Chapada Diamantina) e em Sergipe (Parque Nacional da Serra de Itabaiana, Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco e Monumento Natural Grota do Angico) (Wikiaves, 2024). No Rio Grande do Norte, foi registrada em 23 localidades pertencentes a 12 municípios ao longo das vegetações costeiras e de Mata Atlântica do estado (Silva et al., 2017).
População
A espécie apresenta distribuição disjunta com pelo menos três populações diferentes ao longo do nordeste brasileiro, onde parecem estar sob forte fragmentação (Zimmer & Isler, 2020). Estimativas populacionais no estado do Rio Grande do Norte (RN) indicaram tamanho populacional de 13.920 indivíduos em uma área de ocupação de 152 km², com densidade média de 89,1 ind/km², podendo haver variações expressivas de densidades entre os habitats amostrados, de 53,03 até 142,12 ind/km² (Silva et al., 2017). Ainda no RN, Teixeira et al. (2016) registrou para a Estação Experimental EMPARN, 1,3 indivíduos por quilometro transectado e estimou uma densidade de 82 ind/km², enquanto Silva et al. (2008) registraram 320 indivíduos para o tabuleiro litorâneo em Extremoz e 900 indivíduos para a restinga arbórea do Parque das Dunas de Natal. As densidades apresentadas referem-se a apenas uma região, dentre várias áreas da distribuição da espécie. É razoável assumir que o tamanho populacional da espécie, em toda a sua área de distribuição, seja superior a 20.000 indivíduos (D. Lima, com. pess., 2024).
Ameaças
A principal ameaça à espécie parece ser a perda de habitat. Embora ocupe uma grande diversidade de ecossistemas, a espécie aparentemente sofre os efeitos negativos da destruição e supressão de habitat decorrente da expansão imobiliária, produção de carvão, plantações de grãos e lavouras de cana-de-açúcar e formação de pastagens (Silva et al., 2017; Alteff et al., 2018). Estudo no RN, indicou que a espécie é mais seletiva em relação ao uso de habitat, havendo certa exigência por habitats de melhor qualidade (Costa et al., 2016). Entretanto, vários são os relatos que H. pectoralis persiste em locais com diferentes graus de degradação ambiental, sendo muitas das vezes considerada abundante e tolerante (Teixeira et al., 2016; Silva et al., 2017; Alteff et al., 2018). Áreas de vegetação com denso sub-bosque e estrato médio, próximas a Jeremoabo (Bahia), suportaria razoável densidade da espécie, ainda que cortada por inúmeras trilhas de gado bovino (Zimmer & Isler, 2020). Os dados atualmente conhecidos parecem indicar uma ausência de risco de extinção em futuro próximo, todavia, a perda e fragmentação do habitat tem sido recorrentemente alertada pelos diferentes estudos em toda distribuição da espécie.
Referências
Grantsau, R.K.H. (2010) Guia completo para a identificação das aves do Brasil. Parte II – Aves Passeriformes Vento Verde, 656pp.
WikiAves (2024) WikiAves, a Enciclopédia das Aves do Brasil. http://www.wikiaves.com.br/. [Acessado em: 01/jan/2024].
Alteff, E. F., Gonsioroski, G. & Torres, L. G. C. (2018) Registros recentes de Herpsilochmus pectoralis (Passeriformes: Thamnophilidae) no estado do Maranhão, com comentários sobre sua distribuição geográfica e conservação. Atualidades Ornitológicas. 206, 6-10.
Silva, M., Cardoso, M. Z. & Pichorim, M. (2017) Distribution and abundance of Pectoral Antwren (Herpsilochmus pectoralis) and Caatinga Antwren (Herpsilochmus sellowi) in the Atlantic Rainforest of northeast Brazil. Revista Brasileira de Ornitologia. 25 ((1)), 24–30.
Teixeira, F. M. S. L., Miranda, J. L. C., França, B. R. A. & Silva, M. (2016) Density of Pectoral Antwrens (Herpsilochmus pectoralis) (Family: Thamnophilidae) in northeastern Brazil. The Wilson Journal of Ornithology. 128 (3), 567-572.
Zimmer, K. & Isler, M. L. (2020) Pectoral Antwren (Herpsilochmus pectoralis), versão 1.0. Em Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, DA Christie e E. de Juana, Editores). Laboratório Cornell de Ornitologia, Ithaca, NY, EUA. https://doi.org/10.2173/bow.pecant1.01. [Acessado em: 06/mai/2024].
Costa, G. C., França, K. L., Oliveira-Junior, T. M., Pichorim, M. & Harris, J. B. C. (2016) Habitat use and coexistence in two closely related species of Herpsilochmus (Aves: Thamnophilidae). Cogent Environmental Science, 2(1). 2 (1), 1-15.
Many thanks to everyone who has contributed to this discussion. We greatly appreciate the time and effort invested in commenting. The window for consultation is now closed and we are unable to accept any more comments until 2 February 2026. We will now analyse and interpret the information, and we will post a preliminary decision on this species’ Red List category on this page on 2 February 2026, when discussions will re-open.
We thank Diego and Ben for their contributions. Based on available information, our preliminary proposal for the 2026 Red List would be to adopt the proposed classification outlined in the initial forum discussion. This will align the global assessment with the proposed status in the national assessment as outlined in Diego’s comment. We will also align other information in the global assessment with the information presented by Diego where possible.
There is now a period for further comments until the final deadline on 8 February 2026, after which the recommended categorisations will be put forward to IUCN.
The final 2026 Red List categories will be published on the BirdLife and IUCN websites later this year, following further checking of information relevant to the assessments by both BirdLife and IUCN.
Many thanks to everyone who has contributed to this discussion. We greatly appreciate the time and effort invested in commenting. The window for consultation is now closed and we are unable to accept any more comments. We will analyse and interpret the information, and a final decision on this species’ Red List category will be posted on this page on 16 February 2026.
Recommended categorisation to be put forward to IUCN
The final categorisation for this species has not changed. Pectoral Antwren is recommended to be listed as Least Concern.
Many thanks to everyone who contributed to the 2026.1 GTB Forum process. The final Red List categories will be published on the BirdLife and IUCN websites later this year, following further checking of information relevant to the assessments by both BirdLife and IUCN.
Olá,
Última avaliação da espécie no Brasil em 2024, foi categorizada como Menos Preocupante (LC).
Justificativa
Herpsilochmus pectoralis é endêmica do Brasil, com distribuição para o Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia, em três populações disjuntas. Embora possa ser pressionada por perda de habitat em alguns locais, a espécie possui ampla distribuição e é razoavelmente numerosa em sua área de ocorrência, não havendo um risco de extinção em futuro próximo. Desta forma, H. pectoralis foi categorizada como Menos Preocupante (LC).
Autoria
Helder Farias Pereira de Araújo; Alexandre Mendes Fernandes; Antonio Emanuel Barreto Alves de Sousa; Angélica Midori Sugieda; Caio Graco Machado Santos; Diego Mendes Lima; Edson Ribeiro Luiz; Erich de Freitas Mariano; Érika Machado Costa Lima; Fabiane Fileto Dias; Fabio de Paiva Nunes; Gabriela Silva Ribeiro Gonçalves; Juan Manuel Ruiz-Esparza Aguilar; Marcos Persio Dantas Santos; Márcio Amorim Efe; Natalia da Mata Luchetti; Rafael Dantas Lima; Thiago Filadelfo Miranda; Túlio Dornas; Weber Andrade de Girão e Silva; Yuri Marinho Valença.
Como citar:
ICMBio, 2026. Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade – SALVE. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Dados não publicados. Acesso em: 19 de jan. de 2026.
Distribuição Global
É endêmica do Brasil, ocorrendo de forma disjunta em pelo menos três regiões: no estado do Maranhão, não ultrapassando a margem direita do rio Parnaíba, nas áreas costeiras do Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas, e depois nos estados de Sergipe e Bahia, sendo a margem direita do rio São Francisco limite norte (Grantsau, 2010; Wikiaves, 2024). Esforços ornitológicos vêm acrescentando um maior número de localidades no Maranhão (Alteff et al., 2018), na Bahia (Jeremoabo, Parque Nacional da Chapada Diamantina) e em Sergipe (Parque Nacional da Serra de Itabaiana, Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco e Monumento Natural Grota do Angico) (Wikiaves, 2024). No Rio Grande do Norte, foi registrada em 23 localidades pertencentes a 12 municípios ao longo das vegetações costeiras e de Mata Atlântica do estado (Silva et al., 2017).
População
A espécie apresenta distribuição disjunta com pelo menos três populações diferentes ao longo do nordeste brasileiro, onde parecem estar sob forte fragmentação (Zimmer & Isler, 2020). Estimativas populacionais no estado do Rio Grande do Norte (RN) indicaram tamanho populacional de 13.920 indivíduos em uma área de ocupação de 152 km², com densidade média de 89,1 ind/km², podendo haver variações expressivas de densidades entre os habitats amostrados, de 53,03 até 142,12 ind/km² (Silva et al., 2017). Ainda no RN, Teixeira et al. (2016) registrou para a Estação Experimental EMPARN, 1,3 indivíduos por quilometro transectado e estimou uma densidade de 82 ind/km², enquanto Silva et al. (2008) registraram 320 indivíduos para o tabuleiro litorâneo em Extremoz e 900 indivíduos para a restinga arbórea do Parque das Dunas de Natal. As densidades apresentadas referem-se a apenas uma região, dentre várias áreas da distribuição da espécie. É razoável assumir que o tamanho populacional da espécie, em toda a sua área de distribuição, seja superior a 20.000 indivíduos (D. Lima, com. pess., 2024).
Ameaças
A principal ameaça à espécie parece ser a perda de habitat. Embora ocupe uma grande diversidade de ecossistemas, a espécie aparentemente sofre os efeitos negativos da destruição e supressão de habitat decorrente da expansão imobiliária, produção de carvão, plantações de grãos e lavouras de cana-de-açúcar e formação de pastagens (Silva et al., 2017; Alteff et al., 2018). Estudo no RN, indicou que a espécie é mais seletiva em relação ao uso de habitat, havendo certa exigência por habitats de melhor qualidade (Costa et al., 2016). Entretanto, vários são os relatos que H. pectoralis persiste em locais com diferentes graus de degradação ambiental, sendo muitas das vezes considerada abundante e tolerante (Teixeira et al., 2016; Silva et al., 2017; Alteff et al., 2018). Áreas de vegetação com denso sub-bosque e estrato médio, próximas a Jeremoabo (Bahia), suportaria razoável densidade da espécie, ainda que cortada por inúmeras trilhas de gado bovino (Zimmer & Isler, 2020). Os dados atualmente conhecidos parecem indicar uma ausência de risco de extinção em futuro próximo, todavia, a perda e fragmentação do habitat tem sido recorrentemente alertada pelos diferentes estudos em toda distribuição da espécie.
Referências
Grantsau, R.K.H. (2010) Guia completo para a identificação das aves do Brasil. Parte II – Aves Passeriformes Vento Verde, 656pp.
WikiAves (2024) WikiAves, a Enciclopédia das Aves do Brasil. http://www.wikiaves.com.br/. [Acessado em: 01/jan/2024].
Alteff, E. F., Gonsioroski, G. & Torres, L. G. C. (2018) Registros recentes de Herpsilochmus pectoralis (Passeriformes: Thamnophilidae) no estado do Maranhão, com comentários sobre sua distribuição geográfica e conservação. Atualidades Ornitológicas. 206, 6-10.
Silva, M., Cardoso, M. Z. & Pichorim, M. (2017) Distribution and abundance of Pectoral Antwren (Herpsilochmus pectoralis) and Caatinga Antwren (Herpsilochmus sellowi) in the Atlantic Rainforest of northeast Brazil. Revista Brasileira de Ornitologia. 25 ((1)), 24–30.
Teixeira, F. M. S. L., Miranda, J. L. C., França, B. R. A. & Silva, M. (2016) Density of Pectoral Antwrens (Herpsilochmus pectoralis) (Family: Thamnophilidae) in northeastern Brazil. The Wilson Journal of Ornithology. 128 (3), 567-572.
Zimmer, K. & Isler, M. L. (2020) Pectoral Antwren (Herpsilochmus pectoralis), versão 1.0. Em Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, DA Christie e E. de Juana, Editores). Laboratório Cornell de Ornitologia, Ithaca, NY, EUA. https://doi.org/10.2173/bow.pecant1.01. [Acessado em: 06/mai/2024].
Costa, G. C., França, K. L., Oliveira-Junior, T. M., Pichorim, M. & Harris, J. B. C. (2016) Habitat use and coexistence in two closely related species of Herpsilochmus (Aves: Thamnophilidae). Cogent Environmental Science, 2(1). 2 (1), 1-15.
This reassessment seems reasonable and would bring the national and global assessments into sync for this Brazilian endemic.
Many thanks to everyone who has contributed to this discussion. We greatly appreciate the time and effort invested in commenting. The window for consultation is now closed and we are unable to accept any more comments until 2 February 2026. We will now analyse and interpret the information, and we will post a preliminary decision on this species’ Red List category on this page on 2 February 2026, when discussions will re-open.
Preliminary proposal
We thank Diego and Ben for their contributions. Based on available information, our preliminary proposal for the 2026 Red List would be to adopt the proposed classification outlined in the initial forum discussion. This will align the global assessment with the proposed status in the national assessment as outlined in Diego’s comment. We will also align other information in the global assessment with the information presented by Diego where possible.
There is now a period for further comments until the final deadline on 8 February 2026, after which the recommended categorisations will be put forward to IUCN.
The final 2026 Red List categories will be published on the BirdLife and IUCN websites later this year, following further checking of information relevant to the assessments by both BirdLife and IUCN.
Many thanks to everyone who has contributed to this discussion. We greatly appreciate the time and effort invested in commenting. The window for consultation is now closed and we are unable to accept any more comments. We will analyse and interpret the information, and a final decision on this species’ Red List category will be posted on this page on 16 February 2026.
Recommended categorisation to be put forward to IUCN
The final categorisation for this species has not changed. Pectoral Antwren is recommended to be listed as Least Concern.
Many thanks to everyone who contributed to the 2026.1 GTB Forum process. The final Red List categories will be published on the BirdLife and IUCN websites later this year, following further checking of information relevant to the assessments by both BirdLife and IUCN.